Suplementação de ferro durante a gestação

Por Dra. Maria Carolina Pedrosa

Queridas mamães,

Venho hoje falar sobre uma situação muito comum no consultório: mulheres que desenvolvem anemia por deficiência de ferro durante a gestação. Isso pode ocorrer porque durante a gravidez, há um aumento significativo da demanda metabólica de ferro, decorrente da multiplicação celular acelerada, pelo aumento no volume de sangue, assim como a necessidade de compensar eventuais perdas durante o parto.

Para o aumento das reservas de ferro no sangue, a gestante precisará ficar atenta a:

√ caprichar no consumo alimentar de boas fontes de ferro, como: carnes vermelhas (para as não vegetarianas), leguminosas (feijão, lentilha, ervilha), vegetais verde escuros e tubérculos;

√ associar com boas fontes de vitamina C e ácido fólico, como a laranja, limão, acerola, abacaxi, pimentões, frutas vermelhas;

√ garantir o equilíbrio do ambiente intestinal, responsável pela absorção desses nutrientes, com as fibras na dieta (através de cereais integrais, vegetais folhosos, legumes e frutas frescas) e o uso de probióticos;

Naturalmente, a gestante passa a ter uma maior absorção intestinal de ferro à partir do segundo trimestre, mas como os líquidos do corpo estão em maior volume, geralmente esse mineral tão importante acaba se diluindo e a anemia pode persistir.

A anemia por deficiência de ferro ocorre quando os níveis de hemoglobina se encontram abaixo de 10,5 a 11g/dL e está associada com o aumento da mortalidade e morbidade materna, parto prematuro e baixo peso ao nascer.

Geralmente, a gestante com anemia, chega ao meu consultório já suplementada com sulfato ferroso (a forma comercial mais comum e de baixo custo) em doses altas, que chegam a 2 comprimidos de 100mg de uma só vez e que lhe causam inúmeros sintomas que vão desde intolerância gástrica e obstipação intestinal, até a dor de cabeça constante. Sem contar que, muitas vezes, as mães podem levar a gestação inteira para que a reposição, dessa forma, seja efetiva.

Quando a suplementação for inevitável, o ideal é administrar o ferro quelado, ou seja, quando esse metal está em uma forma química associada a aminoácidos, que o protegem de reações químicas que possam interferir na sua absorção, possui menor toxicidade e reduz a sua ação irritativa na mucosa gástrica. Nessa forma, o ferro pode ser fracionado ao longo do dia e associado a outros nutrientes que atuarão em sinergia, como o cobre, o ácido fólico, o magnésio e a vitamina C.

Então, se mesmo com uma alimentação balanceada e suplementação, os seus exames ainda mostram hemoglobina e ferritina em níveis muito baixos, é importante buscar ajuda de um nutricionista para promover a reposição de ferro da forma mais adequada e confortável para você e seu bebê!

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