Páscoa – para celebrar (e educar).

Por Dra. Maria Carolina Pedrosa

Faltam apenas alguns dias para a Páscoa!

Ao mesmo tempo que a data sugere reflexão e celebração, também traz à mente os momentos que vamos passar com os familiares e amigos que amamos, incluindo a famosa troca de ovos de Páscoa. Séculos antes do nascimento de Cristo, o ovo já era símbolo de fertilidade, renascimento e boa colheita. A troca de ovos era comum no Equinócio de Primavera, entre vários povos. Com o início da celebração da Páscoa, o ovo passou a ser um símbolo do renascimento de Cristo.

Originalmente, os ovos de galinha eram esvaziados e pintados. Depois, veio a influência das pâtisseries francesas, que recheavam os ovos com chocolate e os pintavam por fora. E agora, temos os ovos todos feitos de chocolate, de vários tamanhos, recheios e pesos.

A cada ano, temos novidades em ovos de Páscoa! E todo ano ouvimos no consultório: “Ah, na Páscoa sempre tem exagero”, “Impossível comer um pedacinho de chocolate por dia” ou “Ovo de Páscoa com chocolate 70% cacau não é ovo de Páscoa de verdade”.

Sem contar a preocupação dos pais em se controlar e controlar a quantidade de chocolate que os filhos pretendem comer.

Será que é de controle mesmo que precisamos?

Os chocolates estarão ali, nos ovos, na sobremesa do almoço e no bolo da tarde. E sobre isso, é muito difícil ter controle. É cultural, e não queremos deixar de viver isso, certo?

Você pode sim trocar o chocolate ao leite pelo 70% cacau e usar as versões zero lactose, veganas ou com biomassa de banana verde. Mas faça isso somente se agradar ao seu paladar.

Chocolate é chocolate! A gente come e logo sente um estímulo e um bem estar incrível, pela ação da teobromina e do triptofano. A circulação do sangue fica mais eficiente e os níveis de colesterol equilibrados, por causa das epicatequinas. Ficamos mais nutridos, com essa boa fonte de minerais como o zinco, cromo, ferro, magnésio e fósforo.

Damasco seco e bananinha não matam a vontade pelo chocolate e não há alfarroba no mundo capaz de trazer os mesmos benefícios!

Então vamos viver a Páscoa sem medo? Brinque com os seus filhos, mostre pra eles que chocolate bom a gente deixa derreter na boca. Eles vão aprender a perceber o êxtase do sabor e a respeitar o momento certo de parar de comer. Aprenda e mostre pra eles que o chocolate do mundo não vai acabar (pelo menos a gente espera que não) e que eles podem prolongar esse prazer de degustá-lo, se deixarem também para os outros dias.

Sobrou muito chocolate? Não precisa esconder!

Faça cookies de aveia e coloque pedaços de chocolate ou prepare um bolo de cenoura e use o chocolate para a cobertura. Também podem ser partidos em pedaços e guardados em um frasco de vidro bem bonito para as visitas ou para o seu deleite diário.

Toda essa experiência com certeza será transferida para os outros alimentos do dia-a-dia. E você vai presenciar refeições mais calmas, com menos compulsão e ansiedade porque nada deve ser proibido e sim completamente experimentado.

Lembre-se que dizer “não” com a intenção de controle gera o resultado inverso, que é a falta de controle e o aumento da vontade.

Vamos viver a Páscoa e a vida toda com equilíbrio sempre!

Feliz Páscoa!

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