Seu filho tem dificuldade de relacionamento?

Por Dra. Franciane Nascimento

Olá mamães, esse mês elegi um tema que está cada vez mais recorrente entre as crianças e também entre os adolescentes, a dificuldade de se relacionar.

Para começar uma reflexão sobre isso, vamos falar sobre desenvolvimento no que concerne a relacionamento.

Ao final do primeiro ano de vida, a maioria dos bebês compartilha as atividades com seus pares, principalmente em relação a objetos, porem estão vivendo uma fase egocêntrica.

Isso quer dizer que muitas vezes, podem morder o amiguinho, ou tomar da mão deles o brinquedo e sair andando. Como não sabem falar, podem agredir como forma de comunicação. Ao final do segundo ano, com a locomoção mais eficiente e o desenvolvimento da linguagem, as crianças são capazes de coordenar seu comportamento em brincadeiras com os parceiros; imitam-se mutuamente e começam a alterar papéis com brincadeiras. Entre 3 e 5 anos, há um aumento sistemático de comportamento pró-sociais e de brincadeiras de faz de conta, bem como redução de comportamentos agressivos, refletindo a maior capacidade da criança de adotar a perspectiva do parceiro na brincadeira. Essas primeiras relações entre pares, que manifestam inicialmente na preferência de parceiros específicos, levarão gradualmente as amizades pré- escolares.

Em que idade as crianças começam a ter dificuldade de relacionamento com seus pares?

Crianças pré-escolares constroem gradualmente suas percepções sobre seus pares e amigos por volta de 4 anos, pelo menos identificam, de maneira confiável, seus melhores amigos, os parceiros de quem gostam e aqueles que não gostam, pós isso, a tendências das crianças é construir cada vez mais relações de amizade.

E quando isso não ocorre? O que pode gerar?

A amizade na infância, além de possibilitar melhor adaptação ao ambiente, também ensina o convívio em comunidade e lições como respeito ao próximo. Noções de limite e autoconhecimento, constatamos que esse tipo de relacionamento, principalmente entre 5 a 10 anos, é fundamental para incremento do repertório de habilidades sociais que as pessoas desenvolvem. A amizade é importante por vários motivos, seja para criar um conceito de cooperação e de reciprocidade ou para aprender a manejar os conflitos mais tarde.

Há um consenso nessa área de que crianças que vivenciam dificuldade de relacionamento com seus pares, correm risco de uma diversidade de problemas futuros de adaptação entre os quais : evasão escolar, delinqüência e outros vários problemas emocionais.

E quando a criança apresenta  dificuldade de socialização?

Algumas crianças precisam de ajuda para desenvolver habilidades sociais, tais como empatia, resolução de problemas, negociação, cooperação e capacidade de comunicação antes que elas sintam confortáveis para fazer amigos.

Crianças muito tímidas, podem ter dificuldade de fazer amizades, e esse traço pode ser impeditivo a socialização. Muitas vezes passam por antipáticas pelas outras e podem até sofrer o famoso e recorrente Bullying, piorando ainda mais.

Como os pais podem ajudar?

Se a criança é muito tímida, os pais podem ajuda lá, levando a para perto das outras crianças, as ajudando a começar a se relacionarem com os possíveis novos amigos.

Crie oportunidades para seu filho fazer amigos, convide os amigos dele para brincar na sua casa, faça um ambiente agradável para eles.

Os filhos muitas vezes observam seus pais e aprendem com seus comportamentos. Se os pais não tem hábito de socializar, dificilmente esse vai ser um valor para a criança, receba seus amigos em casa e pontue com seu filho o quanto isso é bom.

Encoraje seu filho a falar sobre seus medos e dificuldades. Dê exemplos, seus, sobre como era difícil fazer determinada coisa na sua infância, o quanto você sentia mal e como isso foi se resolvendo.

Ensine-o a compartilhar os brinquedos e mostre como isso é bom e como você fica feliz com a atitude dele.

Eletrônicos como celulares e computadores podem encorajar a criança a ser cada vez mais isolada.

Não force seu filho a participar de atividades. Chame sempre à atenção para os pontos interessantes e divertidos que essa atividade possa proporcionar. Caso ele recuse, não critique seu comportamento ou compare com as outras crianças. Essa atitude só contribui para maior isolamento.

Observe o jeito que está criando seu filho. Pais superprotetores e que resolvem todos problemas, acabam gerando crianças dependentes, que não conseguem ter iniciativa e nem vencer as dificuldades que aparecem.

Seja ajudador de seu filho nas questões emocionais. Observe sempre suas lacunas e se coloque à disposição para ajuda ló. Crianças sempre precisam ser ajudadas em diferentes fases da vida em questões emocionais.

Seja também amigo do seu filho, mostre confiabilidade.

Se a introversão e o isolamento estiverem interferindo na vida da criança, a ponto de não querer ir mais para escola e nem sair de casa, busque ajuda profissional, essa criança já se encontra em sofrimento emocional agudo.

“A AMIZADE É O FATOR MAIS IMPORTANTE DA DIFÍCIL EQUAÇÃO QUE É VIVER”

Leonardo Andrade

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