Sinéquia dos pequenos lábios

Cheerful baby high five to pediatrician doctor

Por Dra. Luciana Hangai

Um dos achados comuns no consultório é a sinéquia dos pequenos lábios. Esta condição se dá quando os pequenos lábios vaginais estão aderidos um ao outro da a fúrcula posterior em direção ao clitóris. Acomete as meninas dos dois meses de vida até os dois anos e após, entre seis e sete anos.

A causa não é totalmente estabelecida, mas as baixas taxas do hormônio estrogênio e as inflamações vulvovaginais são relacionadas a esta patologia.

A inflamação local promove a perda do epitélio e durante a cicatrização tem-se as aderências fibrosas levando a fusão dos pequenos lábios. A inflamação pode ocorrer pela higienização inadequada, com longos períodos de contato das fezes e urina com o epitélio sensível da região devido a pouca troca das fraldas.

Sabe-se que os níveis do estrogênio são mais elevados nas meninas menores de três meses (impregnação dos hormônios maternos) e nas maiores de 6 anos (início da produção endógena de estrogênio no período que antecede a puberdade). Por isso que temos mais casos neste período.

A sinéquia dos pequenos lábios geralmente é assintomática e só se manifesta quando ocorre a inflamação do local ou a aderência interfere com a micção, podendo ocorrer dor para urinar, infecção urinária e outras complicações mais severas.

O diagnóstico é basicamente clínico, com a visualização da membrana pálida e semitransparente entre os pequenos lábios, obstruindo o intróito vaginal.

O tratamento é bastante controverso. Alguns pediatras optam por observar até os dezoito meses pois pode haver remissão espontânea. Se há quaisquer das complicações citadas, faz-se o tratamento que pode ser com a aplicação de estrogênio no local, corticóide tópico e nos casos mais graves, a separação cirúrgica da aderência.

As recidivas são frequentes, mas até a puberdade esta situação costuma se resolver.

Para consolidar o tratamento e evitar que se refaça a aderência a boa higiene é fundamental: lavar e secar a genitália, sempre da frente para trás, eliminar resíduos de fezes e urina, usar calcinha de algodão e roupas com boa ventilação.

A consulta pediátrica deve ser completa e as orientações repetidas até o total entendimento, formando uma parceria efetiva.

Força, mamães!!!!!!! Mais um período difícil a ser enfrentado em conjunto com o pediatra. Grande beijo a todas!!!!!

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