Diabetes Gestacional

Por  Franciane Crisol

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O Diabetes Gestacional é um problema que acomete cerca de 7,5% das mulheres no Brasil, no entanto, nem toda diabetes apresentada durante a gravidez é Diabetes Gestacional. Algumas mulheres já eram portadoras do diabetes, porém só foram diagnosticadas na gestação. Esse diabetes preexistente pode ser classificado em dois tipos: Diabetes tipo 1 e Diabetes tipo 2. Para melhor entender o que acontece na gestação, iremos definir os dois tipos de diabetes e o que acontece no nosso organismo.

O que é Diabetes?

É uma doença que se caracteriza pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Tanto pode ocorrer devido a defeitos na secreção como a defeitos na ação do hormônio insulina. A insulina é produzida nas células beta do pâncreas e promove a entrada de glicose para as células do organismo para que ela possa ser aproveitada nas diversas atividades celulares. Quando falta insulina ou ocorre um defeito na sua ação resulta num acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

Diabetes Tipo 1 (DM 1): Nessa forma de diabetes ocorre a destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Em geral costuma acometer crianças e adolescentes, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

Diabetes Tipo 2 (DM 2): Nesses casos, a insulina é produzida, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso levará um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes.

Diabetes Gestacional: Para permitir o desenvolvimento do bebê, durante a gestação, a mulher irá passar por várias mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina. Para compensar esse quadro, o pâncreas aumenta a produção de insulina. Em algumas mulheres esse processo não ocorre e elas desenvolvem o diabetes gestacional.

Como identificar?

 A diabetes gestacional, não possui sinais clínicos claros, ou seja, é diferente do que acontece com os outros tipos de diabetes, quando a paciente bebe muita água e causa aumento do volume urinário. O diagnóstico é realizado através de presença de fatores de riscos, exames de glicemias em jejum e se houver necessidade o médico obstetra poderá pedir testes orais de tolerância à sobrecarga de glicose na 24° semanas de gestação.

Quem pode ter?

O Diabetes Gestacional pode ocorrer em qualquer mulher, porém é mais comum nas que têm histórico familiar de DM, estão acima do peso ou ganhando muito peso na gestação, idade materna mais avançada, têm ovários policísticos, gravidez de gêmeos e Diabetes Gestacional em outra gravidez.

 Como controlar?

Uma vez diagnosticado o Diabetes Gestacional, a gestante deverá realizar uma dieta adequada, com diminuição da ingestão de açúcares e gorduras, além de atividade física (quando permitida pelo obstetra) e controle diariamente da glicemia. Algumas mulheres necessitam de tratamento com insulina, que não causam nenhum mal ao bebê.

Quais os riscos para a mãe e o bebê?

  • Para a mãe, se não controlado, o diabetes gestacional pode causar problemas circulatórios, risco de hipertensão, pré-eclâmpsia e diabetes futuramente.
  • Para o bebê – macrossomia fetal, prematuridade, hipoglicemia neonatal, desconforto respiratório e icterícia neonatal.

Vamos entender o que acontece com o bebê:

 A insulina empurra a glicose dos alimentos para dentro das células, portanto, sem ela em dose adequada, esse açúcar acaba ficando na circulação (hiperglicemia). Essa glicose extra, por sua vez, consegue chegar ao bebê através do cordão umbilical. Quando a glicose chega até o bebê o” pâncreas do feto” é estimulado a produzir mais insulina que o normal. Essa insulina não será aproveitada e, por sua vez, será estocada em forma de gordura. Por isso bebês de mulheres com Diabetes Gestacional descontrolada, engordam além do normal e se tornam grandalhões (feto macrossomicos).

Depois do nascimento, o bebê que era acostumado com essa fartura de glicose durante a gestação, se depara com a falta dela, sendo comum o RN apresentar hipoglicemia após o parto, situação que deve ser socorrida com urgência.

A Diabetes Gestacional, pode ser transitória ou não. É importante que, ao término da gravidez, a mulher seja investigada e acompanhada. A maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratadas de maneira adequada, têm excelente desfecho e os bebês nascem saudáveis.

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