Alimentos Orgânicos

Por Dra. Maria Carolina Pedrosa

Olá pessoal!

Há 15 dias atrás eu assisti ao filme “Tomorrowland”, o que reforçou a minha preocupação com o mundo que estamos criando. Desde então, tenho reparado que a maioria das pessoas, quando pensa em cuidar do ambiente em que vive, direciona para algumas atitudes que podem incluir no dia-a-dia e que podem ser transformadoras: separar o lixo orgânico do que é reciclável, economizar água e luz, não desperdiçar alimentos, tentar deixar mais o carro na garagem….

E assim como precisamos ter atitudes conscientes no nosso dia-a-dia, a nossa alimentação também merece ter o mesmo cuidado. Em uma das minhas aulas durante a pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional, um professor sentenciou que no nosso prato colocamos, a cada dia, a saúde ou a doença. É claro que concordei de imediato!

Tudo depende das nossas escolhas e vemos o resultado ao longo do tempo, no nosso corpo, no nosso comportamento, na nossa saúde e na forma como estamos envelhecendo.

Frequentemente, ficamos sabendo pela mídia de alguma descoberta da ciência acerca das propriedades dos alimentos, que trazem em sua composição nutrientes e fitoquímicos importantes para a cura ou prevenção de doenças e para a saúde dos nossos genes, além de muitos outros benefícios…

Mas, pensando bem, de que adianta consumir um alimento super nutritivo, mas que pode estar coberto por agrotóxicos?

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil é o líder no ranking de países que mais utilizam agrotóxicos. Alarmante!

Como Nutricionista, eu procuro colocar como principal atitude consciente, dar prioridade ao consumo de alimentos orgânicos. E eu considero uma briga que vamos vencer conforme a informação chegar ao alcance de pessoas formadoras de opinião.

O consumo de orgânicos não leva só à melhora da qualidade do que comemos, mas trata-se também de uma preocupação política e ambiental:

– Alimentos orgânicos trazem mais fitoquímicos antioxidantes em sua composição. Isso porque são “forçados” a produzirem mais dessas substâncias para sua própria defesa. E no final, quem tira proveito disso somos nós!;

– Maior qualidade (percebida pelas cores vivas e sabores intensos) e durabilidade;

– Estimulam o crescimento dos pequenos produtores;

– A agricultura de orgânicos não polui o ambiente, promovendo um solo, água e ar mais seguros para a utilização;

– Respeita e equilibra a biodiversidade, por não comprometer a fauna e a flora;

– Não provocam doenças por acúmulo de componentes químicos.

Eu espero ter convencido vocês e sugiro que aproveitem a sorte dessa cultura estar agora em fase de disseminação! Alguns desses produtos são mais caros do que os de agricultura “tradicional” e que, dependendo da renda familiar, pode pesar no orçamento. Mas esses pequenos produtores precisam do estímulo do mercado para que a demanda justifique o aumento da produção e assim, a redução do custo.

Deixo aqui um convite: ajudem a disseminar o consumo de alimentos orgânicos! A Natureza precisa contar com a nossa responsabilidade em deixa-la mais saudável, por mais tempo!

 Um forte abraço,

 Carol Pedrosa

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